quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Santo Benigno - 13 de Fevereiro

13 de Fevereiro

Santo Benigno
Século III

A história do culto deste Santo de nome Benigno, até porque o seu próprio nome é um adjetivo que significa "bom", "benevolente", "benéfico", portanto, um atributo concedido a todos os Santos.
 
No Calendário Litúrgico da Igreja, são vários os personagens festejados com este nome, cerca de dezoito, entre mártires, bispos, sacerdotes, monges e ermitãos.
No entanto, o primeiro Benigno a ser venerado, foi o que nasceu e viveu em Todi, na região da Úmbria, próxima de Roma, no início do Cristianismo. Os registros confirmam que era um sacerdote muito querido, sendo considerado por sua retidão de caráter e bondade. Padre Benigno enfrentou corajosamente o martírio durante a última perseguição do imperador Maximiano.

Segundo a tradição, ele estava sendo conduzido à Roma para ser jogado às feras, quando morreu, em conseqüência das incessantes torturas a que foi submetido. O fato teria ocorrido na estrada vizinha à cidade de Vicus Martis, onde seu corpo que alí fora abandonado, foi recolhido e sepultado secretamente pelos cristãos, que o acompanhavam à distância e assistiram ao seu testemunho.
 
Anos depois, quando os cristãos puderam deixar a clandestinidade, no lugar onde Benigno esteve sepultado, foi construída uma igreja e um mosteiro beneditino, e com o passar dos tempos a região se tornou uma pequena cidade chamada Priorado de São Benigno.
O local acabou se tornando num ponto de peregrinação obrigatória para os seus devotos, que estão espalhados no mundo inteiro, graças a sua memória sempre reverenciada pelos beneditinos fixados nos cinco continentes. Assim, as peregrinações aumentaram e se mantiveram, mesmo após o mosteiro ter sido desativado, alguns séculos mais tarde.

O Priorado conservou os restos mortais de São Benigno, na igreja à ele dedicada, até 1904, quando foram trasladados para a de São Silvestre, na cidade do Vaticano, onde foram colocados ao lado do altar maior, recolhidos numa preciosa urna de prata.
A Igreja deixou um fragmento para ser guardado naquele lugar onde Benigno, o sacerdote de Todi, prestou o seu testemunho do amor incondicional à Paixão de Jesus Cristo.

O Papa Pelágio II, em 589 incluiu o culto de São Benigno, no Martirológio Romano, cuja festa litúrgica indicou para o dia 13 de fevereiro, que segundo a tradição foi quando ele morreu.
No início do século XX, a Santa Sé desejou reunir todas as relíquias dos mártires das perseguições dos primeiros tempos nas igrejas situadas no Estado do Vaticano, por este motivo ele também foi trasladado para lá.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Santo Gregório II - 13 de Fevereiro

13 de Fevereiro

Santo Gregório II
Papa
669-731

Gregório nasceu no ano de 669. Pertencia a uma família cristã da nobreza romana, o pai era senador e a mãe uma nobre, que se dedicava à caridade.
Ele teve uma educação aguçada junto à cúria de Roma. Muito culto, era respeitado pelo clero Ocidental e Oriental. Além da conduta reta, sabia unir sua fé inabalável com as aptidões inatas de administrador e diplomata. Tanto que, o papa Constantino I pediu que ele o acompanhasse à capital Constantinopla, para tentar resolver junto ao imperador do Oriente, Leão II, que se tornara iconoclasta, a grave questão das imagens.
 
Escolhido para o pontificado em 19 de maio de 715, Gregório II governou a Igreja durante dezesseis anos. Neste longo período, administrou seu rebanho com generosidade e sabedoria, consolidando a posição da Igreja no cenário político e religioso. Em 719, enviou são Bonifácio à Alemanha e nos anos seguintes encorajou e apoiou a sua missão apostólica.
 
Incentivou a vida monástica e enfrentou com firmeza, o imperador Leão II, que com um decreto proibia o culto das imagens, o qual, provocou um levante das províncias da Itália contra o exército que marchava para Roma. Gregório não se intimidou, mas para evitar um confronto com os muçulmanos, mandou consertar as muralhas de Roma.
 
Desde os primeiros tempos, o cristianismo venerou as imagens de Cristo, da Virgem e dos santos. Esta maneira, típica do Oriente, de expressar a religiosidade chegou e se difundiu por todo o Ocidente a partir dos séculos VI e VII.
A seita iconoclasta não entendia o culto como legítimo, baseando-se no Antigo Testamento e também porque numa imagem de Cristo não se pode representar as suas duas naturezas: terrena e divina, que são inseparáveis. Mas, a legitimidade foi comprovada através dos argumentos da Sagrada Escritura e essencialmente do fato da própria encarnação.

O papa Gregório II expulsou a seita dos iconoclastas, antes de falecer no dia 11 fevereiro de 731.

A Igreja sempre condenou a idolatria com rigidez e como reza o Evangelho, por isto mesmo nunca prestou adoração à imagem alguma.
O culto tradicional de veneração sim, pois nele não se adora uma imagem, este ato é dirigido à memória e à lembrança, daqueles que ela resgata e reproduz.
São Gregório II faz parte do calendário litúrgico se sua festa foi designada para o dia 13 de fevereiro.

Santo Martiniano -13 de Fevereiro

 13 de Fevereiro

Santo Martiniano
Século IV

Martiniano foi um monge eremita, mas acabou se tornando um andarilho para que o pecado nunca o achasse "em endereço fixo".

Martiniano era natural da Cesaréia, na Palestina, nasceu no século quatro.
Desde a tenra idade decidiu ligar sua vida à Deus e aos dezoito anos ingressou numa comunidade de eremitas, não muito distante da sua cidade, onde se entregou à vida reclusa e viveu durante sete anos.
A fama de sua sabedoria percorreu a Palestina e Martiniano passou a ser procurado por gente de todo o país que lhe pedia conselhos, orientação espiritual, a cura de doenças e até a expulsão de maus espíritos. Ganhou fama de santidade e essa fama atraiu Cloé, uma jovem cortesã.
 
Cloé era milionária, bela e conhecida como uma mulher de costumes arrojados e pouco recomendáveis. Fez uma espécie de aposta em seu círculo de amizades e afirmou que faria o casto monge se perder. Trocou suas roupas luxuosas por farrapos e procurou Martiniano, pedindo abrigo.
Ele deixou que entrasse, acomodou-a e foi para os aposentos do fundo da casa, onde rezou entoando cânticos de louvor ao Senhor, antes de se recolher para dormir.

Mesmo assim, Cloé não desistiu. Pela manhã trocara os farrapos por uma roupa muito sensual, aguardando o ingresso do monge nos aposentos internos da casa. O que logo aconteceu, ela então utilizou argumentos espertos tentando seduzir Martiniano, mas, ao invés disso, acabou sendo convertida por ele. Cloé a partir de então, se recolheu ao convento de Santa Paula, em Belém, passando ali o resto de seus dias. E se santificou na vida religiosa consagrada à Deus.

Por sua vez, Martiniano, que chegou a sentir-se tentado, mudou-se dali para uma ilha. Porém, certa vez, naquelas águas que rodeavam a ilha ocorreu um naufrágio de um navio e uma jovem passageira chamada Fotinia que se salvou lhe pediu abrigo.
Ele consentiu que ela ficasse, mas para não sentir a tentação novamente abandonou o lugar a nado, apesar do continente ficar muito distante. A tradição diz que ele não nadou, mas que Deus mandou dois delfins para apanhá-lo e levá-lo à terra firme, são e salvo.

Conta a história que depois disso, tomou uma decisão radical, tornou-se andarilho para nunca mais ter de abrigar ninguém e ser tentado pelo pecado.
Vivia da caridade alheia e morreu em Atenas, no ano 400, depois de parar a caminhada numa igreja da cidade.
Sabia que era chegado o momento, recebeu os sacramentos e partiu para a Casa do Pai serenamente e na santa paz.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Santa Catarina de Ricci - 13 de Fevereiro

 13 de Fevereiro

Santa Catarina de Ricci
(+ Itália, 1590)

Ingressou com somente 12 anos na Ordem dominicana. Ain­da bem jovem foi nomeada mes­tra de noviças e pouco depois vice prioresa de seu convento.
A partir dos 30 anos, exerceu vitalicia­mente a função de prioresa. Gran­de mística era arrebatada em fre­qüentes êxtases a propósito da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Correspondeu-se com São Filipe Néri, com São Carlos Bor­romeu e com o Papa São Pio V. Foi conselheira espiritual de bis­pos e cardeais.

Santo Reginaldo de Orleans - 12 de Fevereiro

12 de Fevereiro

Santo Reginaldo de Orleans
Bem-aventurado
1175-1220

Reginaldo nasceu em 1175 na pequena cidade de Saint Gilles, sul da França. Desde a infância foi uma criança especial, possuía alta inteligência e vocação religiosa. Comunicador nato se tornou uma figura extremamente carismática e singela, generoso com o próximo, mas austero consigo mesmo.

Com estas características, ao atingir a idade indicada, foi estudar direito canônico na Universidade de Paris.
Em 1206, recebeu o diploma de doutor, sendo convidado para ser titular da cadeira de direito canônico, cargo que exerceu durante cinco anos. Reginaldo dividia o seu tempo com o trabalho, o estudo, a caridade e a oração contemplativa unida à rígida penitência, alcançando grandes progressos espirituais. Ficou conhecido e se tornou respeitado no meio acadêmico e do clero.
Os seus contemporâneos registraram que era um gigante durante os sermões, ardoroso e veemente, adquiria um brilho especial, fazendo com que a presença de Deus fosse sentida no ambiente e o no coração dos ouvintes.

No início de 1212, Reginaldo aceitou ser o decano e canônico na diocese da cidade francesa de Orleans. Sempre humilde, continuou cativando os fiéis com sua oratória. Depois de seis anos, desejando definir em que Ordem deveria ingressar, aceitou acompanhar o bispo de Orleans em sua peregrinação à Roma com destino à Terra Santa.
 
Chegando ao Vaticano, Reginaldo ficou sabendo sobre uma Ordem recém criada, para a formação de padres predicantes, cujo fundador, o padre Domingos de Guzman, tinha fama de santidade, sendo hoje venerado pela Igreja.
Embora interessado decidiu seguir para Jerusalém, mas logo regressou pois ficou gravemente doente. Apesar de desenganado, milagrosamente foi curado pela intercessão de Nossa Senhora, que lhe apareceu e mostrou um hábito.
 
Reginaldo percebeu que se tratava da Ordem dos Padres Predicadores, indo procurar o seu fundador, que o aceitou e lhe deu a primeira missão a ser executada em Bolonha, Itália.Como grande predicador que era, inflamou os ânimos de seus ouvintes, despertando as vocações e induzindo muitos a ingressarem na nova congregação.De modo que, o edifício da comunidade, em Santa Maria de Mascarela, se tornou pequeno e tiveram de se transferir para o outro convento, na propriedade rural de São Nicolau, não muito distante.
 
Pelos resultados fantásticos e devido ao sucesso obtido em Bolonha, no final de 1219, ele recebeu a tarefa de ir à Paris, para impulsionar aquela comunidade. O sucesso se repetiu, pois alí também a sua palestra entusiasmada exerceu um fascínio irresistível.
 
No dia 12 de fevereiro de 1220, morreu serenamente após ter abraçado a vida dos apóstolos.
Foi sepultado na Catedral de Notre-Dame des Champs, atual Suíça.
Entretanto o seu corpo desapareceu durante a revolução do final do século XVIII.
O seu culto foi confirmado e mantido no dia de sua morte, pelo Papa Pio IX em 1875, que beatificou Reginaldo de Orleans, como se tornou conhecido entre os dominicanos.

Santo Julião Hospitaleiro - 12 de Fevereiro

12 de Fevereiro

Santo Julião Hospitaleiro
Século VI

Dados históricos contam que os pais de Julião eram nobres e viviam num castelo. No dia do seu batizado, seus pais tiveram um sonho idêntico. Nele, um ermitão lhes dizia que o menino seria um santo. O menino foi educado como um nobre, apreciando a caça como esporte, e apesar do caráter violento, era caridoso com os pobres.

Na adolescência, foi a vez de Julião. Ele sonhou com um grande veado negro que lhe disse: "Você será o assassino de seus pais". Impressionado, fugiu para nunca mais voltar. Ficou famoso como soldado mercenário. Casou-se com uma princesa e foi morar num castelo. Certa noite, saiu para caçar, avisando que voltaria só ao nascer do sol. Algumas horas depois, seus pais, já idosos, chegaram para revê-lo. Foram bem acolhidos pela nora que lhes cedeu o seu quarto para repousarem e aguardarem o filho.

Julião regressou irritado porque não conseguira nenhuma caça. Mas a lembrança da esposa a sua espera acalmou seu coração. Na penumbra do quarto, percebeu que na cama havia duas pessoas. Possuído pela cólera matou os dois com seu punhal. Ao tentar sair, viu o vulto de sua mulher na porta do quarto. Então, ele compreendeu tudo. Desesperado abriu as janelas e viu que tinha assassinado os pais. Após os funerais, colocou a esposa num mosteiro, doou os bens aos pobres e partiu para cuidar da alma.

Tornou-se outro homem, calmo, humilde e pacífico. Andou pelos caminhos do mundo, esmolando. Por espírito de sacrifício contava a sua história e, então, todos se afastavam fazendo o sinal da cruz. Foi renegado por homens e animais. Vivia afastado, remoendo sua culpa, rezando em penitência, amargando suas visões fúnebres e os soluços da alma. Mas, Julião sentia necessidade de salvar vidas, ajudar os velhos e as crianças doentes e pobres. Decidiu então ajudar os leprosos na travessia de um rio, que pela violência da correnteza fazia muitas vítimas.

Julião, construiu sozinho um caminho para descer até ao rio. Em seguida reparou um velho barco e ergueu uma grande cabana. A travessia passou a ser conhecida por todos os leprosos, pois além de conduzi-los de graça, eram tratados por ele, na cabana. Ficou conhecido por "Julião Hospitaleiro".

Costumava ir esmolar para distribuir o que ganhava com os que já não podiam caminhar. A cabana se tornou um verdadeiro hospital para leprosos. A fama de sua santidade começou a se espalhar, mas Julião continuava a sentir o tormento de sua alma, que só era aplacado quando cuidava dos seus leprosos. Até que uma noite, após um leproso morrer nos seus braços, Julião sentiu sua alma inundada por uma alegria infinita e caminhou para se encontrar face a face com Nosso Senhor Jesus Cristo, que o chamou para a glória celeste.

Esta é a história de Julião Hospitaleiro, e se encontra descrita, num dos vitrais da Catedral de Notre Dame, na França, que guarda suas relíquias.
A diocese de Macerata, na Itália, onde dizem que ele permaneceu durante anos mendigando e ajudando as pessoas com seus prodígios de santidade, também recebeu algumas delas.
A Igreja o comemora no dia 12 de fevereiro, data que a tradição indicou como sendo a de sua morte.

Santa Eulália de Barcelona - 12 de Fevereiro

12 de Fevereiro

Santa Eulália de Barcelona,
Virgem e Mártir
(+ Barcelona, 304)

Tendo apenas 14 anos, apre­sentou-se voluntariamente às au­toridades pagãs e invectivou-as por sua impiedade. Foi torturada cruelmente com ferros em brasa e depois morreu numa fogueira.

Santa Eulália nasceu nas proximidades da cidade de Barcelona, no ano 290. Pertencia a uma família da nobreza espanhola e seus pais viviam numa vasta propriedade na periferia daquela movimentada corte. Cuidavam da menina Eulália com todo amor, carinho e mimos, quase sufocando a pequena que já na tenra idade resplandecia em caráter.

Humilde, sábia, prudente e muito inteligente era a caridade em pessoa. Dedicava um extremo amor à Jesus Cristo, para o qual despendia muitas horas do dia em virtuosas orações. Costumava ficar no seu modesto quarto, reunida com suas amiguinhas, entoando cânticos e hinos de louvor ao Senhor, depois saiam para distribuir seus melhores pertences às crianças pobres das imediações, que sempre batiam à sua porta.

Entrou para a adolescência, aos treze anos, no mesmo período em que chegava à Barcelona a notícia da volta à terrível perseguição contra os cristãos, decretada para todos os domínios do Império. Quando os sanguinários dos imperadores romanos Diocleciano e Maximiano, souberam da rápida e veloz propagação da fé cristã, nas longínquas terras espanholas, onde até então era rara esta fé, decidiram e mandaram o mais cruel e feroz de seus juízes, chamado Daciano, para acabar com aquela "superstição".

Temendo pela vida de Eulália, seus pais decidiram leva-la para uma outra propriedade mais afastada, onde poderia ficar longe dos soldados que andavam pelas ruas caçando os cristãos denunciados.

Eulália considerou covardia fugir do poder que exterminava os irmãos cristãos. Assim, altas horas da noite e sem que sua família soubesse, fugiu e se apresentou espontaneamente ao temido juiz, como cristã. Consta inclusive que teria dito: "Querem cristãos? Eis uma".

Como queria, na impetuosidade da adolescência, foi levada a julgamento. Ordenaram novamente que ela adorasse um deus pagão, dando-lhe sal e incenso, para que depositasse ao pé do altar. Eulália, ao invés, derrubou a estátua do deus pagão, espalhando para longe os grãos de incenso e sal. A sua recusa a oferecer os sacrifícios deixou furioso Daciano, que mandou chicoteá-la até que seu corpo todo ficasse em chagas e sangrando. Depois foi queimada viva com as tochas dos carrascos. Era 12 de fevereiro de 304.

Seu corpo foi sepultado na igreja de Santa Maria das Arenas, mais tarde destruída durante um incêndio. Mas suas relíquias se mantiveram intactas e foram ocultadas durante a dominação dos árabes muçulmanos, quando o culto cristão era proibido.

O culto à Santa Eulália foi mantido principalmente em Barcelona onde é muito antigo. De lá, acabou se estendendo por toda Espanha atravessando as fronteiras, para além da França, Itália, África enfim atingiu todo o mundo cristão, oriental e ocidental.
Santa Eulália costuma ser festejada na diocese de Mérida em 10 de dezembro, cidade de seu martírio. Santa Eulália é co-padroeira da cidade de Barcelona, ao lado da Virgem das Mercês.